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segunda-feira, 28 de março de 2011

Keep on moving...

Ok. Já sabíamos como chegar ao velho continente e onde ficar por lá. Mas ainda restava uma dúvida cruel: como se movimentar entre os países. Trem, avião, ônibus?


Claro. Algumas questões não têm discussão. Viajar de trem pela Europa deve ser o uma delícia. E essa foi a primeira opção que pesquisamos. Quanto custaria viajar de trem pela principal operadora de trens européia, a Eurail 1? Caro. Ok. Não é tão caro assim, mas, para nós, pobre classe média brasileira, é caro. Um passe 2 para viajar 4 dias no eixo Benelux-France, sob medida para a nossa viagem (que a princípio incluía uma passada rápida por Luxemburgo), saia por €190 para cada um. Isso porque é o bilhete promocional, para quem viaja em grupo (leia-se: 2 pessoas ou mais). Tem um bilhete bem mais barato, o youth, mas é para viajantes de até 25 anos, droga. Para idosos tem um esquema parecido também, mas, enfim, este também não é o nosso caso. Por isso, os dois bilhetes sairiam algo como R$ 850,00. Ou seja, caro. Até porque, não incluía o trecho Paris-Londres.


Para esse trecho, a opção que escolhemos é o Eurostar 3. Esse é o trem que cruza o canal da mancha e também é bem carinho. Custa a partir de €50 por pessoa, algo como R$ 220,00 para dois. Caro, né? Mas é um trem que cruza um pedaço do oceano. Portanto, para Londres já sabemos que iremos de trem. Ou melhor, de Eurostar.


Quando tudo estava meio que decidido e as contas estavam exorbitantes, quase que inviabilizando a viagem, descobrimos a salvação para o trecho benelux-paris: o bom e velho BUSÃO! As opções européias são muito, muito, muito baratas! Para se ter uma idéia, conseguimos reduzir os custos com transporte entre países de R$ 1010,00 para menos de R$ 800,00!!! Sim! Pagaremos menos da metade do preço e, ainda assim, iremos de Paris para Londres e de Londres para Amsterdam de Eurostar!


A mágica se chama Eurolines 4 e as passagens podem ser compradas diretamente no site deles. É só escolher o país de origem (e aí, vai abrir uma janela na língua local. Há opção para mudar a língua – no máximo para o inglês – no canto direito da página) e o trajeto que pretende fazer. Dica: compre pelo site do país de origem mesmo. Por exemplo, comprando o trajeto Bruxelas-Paris pelo site belga, o custo das duas passagens (já com taxas) seria de R$ 70,40 (barato), enquanto comprando pelo site francês, sairia, no mínimo R$ 114,00.


O lado ruim do ônibus é que ele demora mais que as outras formas. O trecho Londres-Amsterdam duraria umas 12 horas, já que também atravessa o Canal da Mancha. O ônibus pode atravessar via Ferry boat ou via Eurotunel, dependendo das condições climáticas... Fico em dúvida sobre o que seria mais legal: passar por baixo do mar ou por cima do mar de ônibus...


Por isso, o trecho Londres-Amsterdam é outro que estava nos dando dor de cabeça. Existia a opção do trem, do ônibus e a sempre possível opção dos low cost 5. Pelo low cost, a passagem custaria umas ₤ 31,00 por pessoa, ou seja, uns R$ 160,00. Barato, né? Mas, por conta dos contras, acabamos optando pelo Eurostar novamente. Não saiu barato mas é melhor que passar as 12 horas viajando de ônibus por alguns euros a menos...


Notas:


1 – Eurail é a principal companhia de trens operando na Europa. E no www.eurail.com você pode consultar destinos, horários e preços de viagens de trem entre os países europeus. Eles também têm o esquema de passes, que acabam barateando (um pouquinho) a viagem.


2 – Eurail Pass é um passe que te permite circular entre um determinado número de países por um determinado período de tempo. Custam entre US$ 45 para um país e US$ 485 para 22 países...


3 – Eurostar é a companhia responsável pelo trem que viaja de Paris a Londres e outras localidades. O site deles é www.eurostar.com.


4 – www.eurolines.com


5 – Companhias aéreas com passagens mais baratas do que de ônibus são super comuns na Europa e, agora, ganham espaço também no Brasil, com companhias como a Webjet, por exemplo. A grande desvantagem dessas companhias é o limite de peso da bagagem. Você pode levar muito pouco e, caso ultrapasse esse pouco, tem que pagar uma mega tarifa que torna a passagem mais cara que, por exemplo, a passagem de trem. Outra desvantagem é que, normalmente, os vôos saem de aeroportos mais distantes dos centros das cidades. Algo que acontece nos vôos que, para quem parte de São Paulo, saem de Viracopos, ao invés de Congonhas.

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